
Às vezes penso, em verdades que o não são e em mentiras que tantas vezes repetidas adquirem o estatuto de verdades sem o ser.
A minha dificuldade está em saber onde está a verdade ou a não verdade. Viro-me para um lado e tomo posição sobre aquilo que penso ser verdade, mas o certo é que nem sempre o é.
É o eterno problema da bipolarização em que há sempre dois pólos em tudo o que existe e faz parte de tudo o que nos rodeia. Positivo ou Negativo , Verdades ou Mentiras, ser ou não ser.
Escolher em que pólo estar parece ser a dificuldade maior, mas isso é um problema universal e não pessoal, e todos de uma forma ou de outra temos de viver com ele optando pelo ponto que nos dá maior confiança e tranquilidade. Sentados em qualquer dos lados pensamos estar certos até que alguém nos convença de que estamos errados.
Um longo email, enviado por um leitor, que de tão longo e complexo, com tanta mistura de ideias em relação à sida, levou uma resposta curta que não respondia a nada e ao mesmo tempo respondia a tudo. Foi esse email que me levou a escrever este texto.
Não sei se já ouviram falar em relação à SIDA, nos “negacionistas”?
A SIDA não existe, ou a falência do sistema imunitário não é devida ao HIV. È um movimento dissidente, do qual fazem parte cientistas, pesquisadores, jornalistas, cidadãos e tantos outros que põem em dúvida que a SIDA, seja causada pelo VIH, indo contra a corrente cientifica dominante que defende este retrovirus como o agente infeccioso. Estão em acção desde os anos 80 e o certo é que tem provocado longos debates com emoções fortes em ambas as partes.
A minha dificuldade está em saber onde está a verdade ou a não verdade. Viro-me para um lado e tomo posição sobre aquilo que penso ser verdade, mas o certo é que nem sempre o é.
É o eterno problema da bipolarização em que há sempre dois pólos em tudo o que existe e faz parte de tudo o que nos rodeia. Positivo ou Negativo , Verdades ou Mentiras, ser ou não ser.
Escolher em que pólo estar parece ser a dificuldade maior, mas isso é um problema universal e não pessoal, e todos de uma forma ou de outra temos de viver com ele optando pelo ponto que nos dá maior confiança e tranquilidade. Sentados em qualquer dos lados pensamos estar certos até que alguém nos convença de que estamos errados.
Um longo email, enviado por um leitor, que de tão longo e complexo, com tanta mistura de ideias em relação à sida, levou uma resposta curta que não respondia a nada e ao mesmo tempo respondia a tudo. Foi esse email que me levou a escrever este texto.
Não sei se já ouviram falar em relação à SIDA, nos “negacionistas”?
A SIDA não existe, ou a falência do sistema imunitário não é devida ao HIV. È um movimento dissidente, do qual fazem parte cientistas, pesquisadores, jornalistas, cidadãos e tantos outros que põem em dúvida que a SIDA, seja causada pelo VIH, indo contra a corrente cientifica dominante que defende este retrovirus como o agente infeccioso. Estão em acção desde os anos 80 e o certo é que tem provocado longos debates com emoções fortes em ambas as partes.
Não fazendo parte da comunidade cientifica, sendo apenas um dos ditos portadores do vírus, que toma retrovirais por pensar que são a opção certa para controlar o vírus que me dizem ser o causador da destruição do meu sistema imunitário, não vou aprofundar este assunto.
Se aparentemente se torna necessário ter um clube, um partido, ou tomar uma posição em relação à vihda, acho que estou certo em ter escolhido a equipe da comunidade cientifica dominante que acha que o VIH, é o causador desta porra de doença.
Penso no elevado numero de mortes antes dos coqueteis antiretrovirais, em que as pessoas morriam aos milhares e no progresso que foi feito desde a sua introdução parando com a mortandade. Não gosto dos medicamentos, sei que me provocam outras patologias mas entre o tomar e o não tomar que venha o diabo e escolha, e optei por os tomar.
Entretanto, vou lendo o que a classe cientifica dominante diz, sabendo as novidades, e tentando compreender dentro deste “clube”, as discrepâncias que vão aparecendo conforme novas descobertas vão sendo feitas.
Um dos pontos, que gerou enorme polémica, nesta conferência mundial que está a decorrer no México, foi a chamada “Declaração Suiça”, de Janeiro último.
“Especialistas suíços emitiram pela primeira vez um documento de consenso afirmando que as pessoas seropositivas sob tratamento anti-retroviral eficaz e sem outras infecções de transmissão sexual (ISTs) não transmitem sexualmente o vírus da imunodeficiência humana. Esta declaração foi publicada no Bulletin of Swiss Medicine (Boletim Médico Suíço). O documento discute igualmente as implicações no que se refere aos médicos, às pessoas seropositivas, na prevenção e no sistema judicial.
A declaração apresentada em nome da Comissão Federal Suíça para a infecção pelo VIH/SIDA, é da autoria de 4 dos mais reconhecidos especialistas em VIH: Prof. Pietro Vernazza, do Hospital Cantonal de St. Gallen e Presidente da Comissão Federal Suíça para o VIH/SIDA; Prof. Bernard Hirschel do Hospital Universitário de Genéva; Dr. Enos Bernasconi do Hospital Regional de Lugarno e o Dr. Markus Flepp, Presidente do sub-comité para os aspectos clínicos e terapêuticos da infecção pelo VIH/SIDA da Comissão Federal Suíça de Saúde Pública.”
O debate, foi aceso e durou mais de duas horas. Os autores desta declaração a refutarem os ataques que lhes eram dirigidos , por certos cientistas os acusarem que estavam a promover o não uso do preservativo.Eles apenas pretendem ajudar os médicos suíços a debater com os seus doentes com parceiros estáveis os riscos envolvidos na relação sexual.
Continuam a sua defesa, referindo que o sexo com preservativo não é 100% seguro, ou seja, que acarreta algum risco, “encontrando-se dentro de limites confortáveis, de tal modo que permite que as pessoas vivam uma vida normal. Poderíamos colocar o sexo realizado por pessoas em terapêutica ARV dentro duma gama semelhante de conforto, mas só o consideraríamos ‘seguro’ em determinadas condições especiais”.
Um médico, por exemplo, referiu que a suposição de que a transmissão não seria possível se a carga viral se encontrasse abaixo de certos valores era mais da ordem da crença do que dos factos. Contudo, também referiu que alguns fármacos ARVs apresentam uma muito boa capacidade de chegar até aos fluidos sexuais, podendo, nesse caso, actuar como microbicidas de facto.
Um médico, por exemplo, referiu que a suposição de que a transmissão não seria possível se a carga viral se encontrasse abaixo de certos valores era mais da ordem da crença do que dos factos. Contudo, também referiu que alguns fármacos ARVs apresentam uma muito boa capacidade de chegar até aos fluidos sexuais, podendo, nesse caso, actuar como microbicidas de facto.
Para terminar o texto, apenas digo: Entendam-se senhores cientistas e digam sem medo ao mundo a verdade dos factos. Ou será que as vossas afirmações não são para levar a sério e servem unicamente para conseguirem o protagonismo que desejam.?