O PODER DA MENTE

O cérebro humano e as suas potencialidades continuam ainda a guardar segredos que a ciência não resolveu. Estão ainda por explicar muitos fenómenos que Charcot, na segunda metade do século XIX, começou a desvendar trazendo avanços consideráveis na investigação científica.
Jean-Martin Charcot que foi médico de Antero de Quental, deu um passo decisivo quando conseguiu perceber que era possível através de algumas palavras ditas com uma certa cadência, provocar e hipnose e, assim, conseguir que escravos que eram barbaramente castigados não sentissem o chicote rasgar-lhes a carne.
É espantoso, à luz da nossa dimensão absolutamente confinada a um corpo com inúmeras limitações, concebermos um fenómeno desta natureza.
Porém, se pensarmos que também os animais têm processos algo complexos de sentimentos e emoções percebidos à sua dimensão por um cérebro que interpreta de forma inteligente, ainda que desprovido de raciocínio, talvez nos capacitemos que no ser humano existem ainda muitas faculdades inexploradas, ou pouco conhecidas.
É frequente um animal ficar doente ou até morrer de tristeza quando é privado do dono a quem é particularmente dedicado. A minha nora recolheu uma gatinha abandonada que entregou a uma Associação. Porém a gatinha possuía uma doença de pele que os veterinários não conseguiam tratar e que lhe deixava o corpo em ferida. Disseram à minha nora que a gatinha teria que ser abatida. Condoída a minha nora levou a gatinha para casa e limitou-se a amá-la e a dar-lhe de comer. A Filo ficou completamente curada.
Este exemplo simples revela como o estado emocional, até mesmo num animal, reage aos estímulos do amor e, naturalmente, da crença e da confiança.
Conheci pessoas com doenças gravíssimas, do cancro avançado ao enfisema pulmonar a necessitar de transplante que, pela sua fé e força de vontade ainda estão vivas, contrariando os prognósticos da medicina. Todas elas me disseram que o segredo residiu na força de viver que as levou a acreditarem que venceriam a doença.
Um dos casos de que falo, é uma tia minha que fez quimioterapia há 44 anos, após mastectomia aos dois peitos. Nenhum médico do IPO admitiu esta possibilidade nem sequer outros que consultou em Espanha e nos Estados Unidos.
É pois de primordial importância a forma como, no caso do HIV, a notícia da infecção é transmitida ao doente bem como o acompanhamento que se lhe segue. O doente não pode ficar sozinho e entregue à sua sorte o que, de alguma forma, é o que acaba por acontecer pelo estigma e segregação associados à patologia e que levam a esconder dos colegas e dos amigos carregando o fardo da doença como se duma culpa se tratasse.
Estas situações são trágicas e desumanas e contribuem para a disseminação da doença e para mais baixas probabilidades de superação. A ajuda psicológica ao doente infectado terá que ser feita de forma personalizada, e continuada, pois a vida humana é um bem precioso que não só é necessário conservar, como conservar com a qualidade necessária só possível com a compreensão e calor afectivo a que todos temos direito.
É preciso também que cresçamos interiormente como pessoas para que recusemos os juízos de valor que levam a julgamentos apressados e desprovidos de sensatez, quando não mesmo cruéis pela sua insensibilidade, perante problemas que não nos são alheios ainda que a sorte nos tenha bafejado com a sua ausência.
Lídia Soares - Texto de opinião sem pretensões científicas.

35 comentários:

M.M.MENDONÇA disse...

Há sempre novidades nos textos que aqui se apresentam.
O alto astral, ou pensamento positivo,faz parte de terapeuticas milenárias e em todas as partes do mundo.
A indústria farmaceutica e a investigação médica têm delegado para segundo plano a importância da mente embora reconhecendo que a mente é determinante na cura e na sobrevivênvia.
A segregação e o sentimento de culpa que poderão coexistir com a Sida/VIH, matam.
Não é só assassino aquele que pega numa arma para matar mas também aquele que recusa e inferioriza.
Abraço

Fatyly disse...

Um magnífico texto e sendo eu oriunda de terras onde os "tribais" praticavam e muito o "poder da mente" sobre as "dores do corpo" acredito que tudo pode acontecer já que quando a cabeça não tem pensamento positivo o corpo é que paga.

Nunca fiz julgamentos apressados e muito menos em praça pública, mas as sociedades modernas evoluem a passos gigantescos cada vez mais em torno do seu umbigo e com um dedo inquisador.

Parabéns Lídia!

Um abraço a todos

Louise disse...

Lídia
Nós somos aquilo em que acreditamos. Já imaginaste uma pessoa que vai a nadar e que subitamente, sentindo-se demasiado afastada de terra, é acometida por um ataque de pânico por pensar que não tem forças para regressar? Essa pessoa morrerá se não for socorrida. Quem está doente precisa que nunca lhe aconteça o desânimo para continuar a nadar no mar da incerteza.
Os que não as ajudam esquecem-se que também nadam no mar da incerteza mas como não foram confrontados directamente com um elemento destabilizador pensam que estão seguros. Ninguém está seguro mas também ninguém está de todo inseguro. Os muito doentes podem salvar-se e os sãos morrerem. Toda a vida é contingente.
A mente opera milagres e os nossos amigos Raul e Paulo serão salvos pelo milagre da mente que juntamente com os avanços da medicina hão-de deixá-los muitos anos ainda entre nós para levarem a cabo a sua ajuda a outros que sofrem.

Beijos

RAUL disse...

A mente é complicada, e os mecanismos que a fazem actuar ainda mais.
Na altura da minha infecção aguda pelo HIV, a minha carga viral era o máximo que a tecnologia na altura
conseguia detectar.Imaginem uma rede de pesca ser içada para o barco em que milhares
de peixes lá estão e muito pouca água salgada, para compreenderem como estava o meu sangue, tal a qunatidade de virus.
Desde o primeiro momento acreditei que os medicamentos retrovirais iriam matar uma grande quantidade de virus.
Quando tomava os medicamentos imaginava um campo de batalha e visualizava os comprimidos como bombas
lançadas sobre o inimigo.Depois de os ingerir via milhares de mortos no campo de batalha e
as forças do meu sistema imunitário a avançarem para a vitória.
Nessa altura eu conversava com amigos infectados nos grupos de auto ajuda e lembro-me falar da minha esperança
quando fizesse novas análises um mês e pouco depois, ter a carga viral indetectável. O Amilcar,com receio que eu
tivesse uma desilusão dizia-me que mesmo que eu tivesse 500.000 cópias de virus, era muito bom pois a carga viral
tinha descido muito. O certo é que feitas as análises a minha carga viral tornou-se indetectável
(na altura o indetectável eram 500 cópias) e as minhas defesas imunitárias estavam em 1200 cd4,portanto
semelhantes a qualquer pessoa não infectada.
Questiono-me se foi o poder dos medicamentos que operou esta mudança radical, e deixo à apreciação dos
leitores este facto, ou se por outro lado foi o meu próprio organismo que operou este quase milagre,
quando muitos infectados levam meses ou anos a atingirem cargas virais indetectáveis, e a reconstrução
do sistema imunitário, muitas vezes não acontece mesmo depois de vários anos.

Isabel-F. disse...

Olá Lídia,

Parabéns pelo teu texto, com o qual concordo em absoluto ...

sem dúvida que a nossa mente tem poderes que nem sequer sabemos explorar ... acredito piamente nisso e já tive exemplos e conheço testemunhos que tal é mesmo verdade ...

beijinhos para ti.

e beijinhos para ti também Raul.

boa semana a ambos

M.M.MENDONÇA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo disse...

Lidia,
Uma coisa é certa: Naqueles dias em que ando mais animado, em que quase não penso no VIH, sinto-me muito mais saudável fisica e psicologicamente. O poder da mente não nos retira o virus do corpo, mas ajuda-nos certamente a conVIHver com ele, numa relação de respeito e compromisso, onde cada um faz a sua vida, independentemente do outro, pois não há (para já) alternativa. Hoje foi para mim um desses dias e o VIH comportou-se lindamente, quase como um bichinho de estimação. :)
Abraço

Mary disse...

O poder da mente pode operar milagres mas para que o usemos e não nos deixemos ir abaixo nos momentos díficeis, daqueles em que nos sentimos com uma montanha em cima e sem podermos respirar, temos que ter a ajuda doutras pessoas.
Bjs

Arnaldo Reis Trindade disse...

Ví o "dedo inquisador" que penso eu ou que pelo menos no português aqui do Brasil se não estiver equivocado seria "inquisidor" e vejo nessa palavra a memória de coisas que poucos acreditam que tenham acontecido, não sei se cabe aqui falar da Inquisição, mas gostaria de lembrar que através da tortura as pessoas eram obrigadas a se confessarem culpados de crimes,adultérios,bruxarias que não cometeram mesmo sabenedo que seriam depois enforcados ou queimados vivos por terem confessado, porém em muitos casos, milhares até, as pessoas "bruxos e bruxas" foram torturadas até a morte ou queimadas lentamente até morrerem e não mudaram as suas opiniões, felizmente a morte dessas pessoas serviu depois como base para algumas teses de psicanálise e alguns outros e studos da mente, homens e mulheres conseguem vencer suas dores atrásvés de uma espécie de transe onde eles se veem como se estivessem em um outro mundo, mundo imaginário talves, porém em um lugar onde suas feridas ou doenças seriam incapazes de fazê-los mau, como no caso dos escravos que dep ois de hipnotizados não sentiam mais a dor, hoje em dia a melhor forma de se hipnotizar contra a dor de está doente ou ferido ou no minimo de estar no mundo que está se auto-destruindo é ser feliz e buscar olhar o lado bom de cada coisa,esquecer as coisas ruins e lutar para que as boas durem ao máximo, tirar o máximo de prov eito delas e principalmente entrar em contato com a natureza e amar as pessoas que te amam.

Lindo texto Lídia .

Paulo,
espero que teus dias fiquem cada vez melhores e que seu "bichinho de estimação" se torne um "bichinho de pelúcia" ainda menos perigoso.
Abraços e obrigado pelas visitas ao meu blog.


Raul,
ja vencestes mais batalhas do que muitos exercitos e espero que este teu bom.velho e forte coração continue a vencê-las por mais inúmeras vezes e que um dia venças a guerra.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

M.M.MENDONÇA

"A segregação e o sentimento de culpa que poderão coexistir com a Sida/VIH, matam.
Não é só assassino aquele que pega numa arma para matar mas também aquele que recusa e inferioriza."

É verdade, amigo, mas todos temos a cura para esse mal, basta aplicarmos a comprensão em vez da discriminação nas nossas relações com os outros. Se o fizermos contribuiremos, de forma decisiva, para os incentivarmos a vencer a doença.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Fatyly
O mal das sociedades modernas é terem-se individualizado tanto e perdido assim os seus valores solidários em prol dum EU exacerbado que as isola e destrói.
Uma mente positiva é meio caminho andado para a cura mas esse trabalho de contrução tem que partir dum todo porque ninguém só por si, em circunstâncias adversas, é capaz de romper com as sombras do medo e da angústia.
É preciso mãos que apertem e que incentivem. Mãos como a tua.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Lopuise
Tudo isso é verdade mas imagina só que alguém que pensa que consegue nadar ou correr e que é vaiado com frases como esta: "não consegues" ou "não és capaz". Achas que essa pessoa tem suficiente força em si própria para ir em frente? Não me parece.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Raul
Fogo, como é que conseguiste tanto virus? Bom, mas se foste capaz de os venceres foi porque a vida te decidiu dar uma outra oportunidade. E não são as patologias que se desenvolveram paralelamente que irão impedir que tenhas em pleno essa outra oportunidade. Tu és dos fortes e, por isso, vais conseguir.
Eu fico a torcer e a reforçar o teu pensamento.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Raul
Fogo, como é que conseguiste tanto virus? Bom, mas se foste capaz de os venceres foi porque a vida te decidiu dar uma outra oportunidade. E não são as patologias que se desenvolveram paralelamente que irão impedir que tenhas em pleno essa outra oportunidade. Tu és dos fortes e, por isso, vais conseguir.
Eu fico a torcer e a reforçar o teu pensamento.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Isabel
Ainda bem que reforças a minha tese e ainda mais com conhecimento de causa. Um dos grandes males desta doença é a onda de negatividade que cresce para arrastar os seus portadores. É preciso que os ajudemos a encontrar pé.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Paulo
Que estejas sempre animado e nunca deixes de acreditar. A ciência evolui e a nossa fé é infinita.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

MARY
Eu compreendo isso.O Sidadania é um projecto de vida porque pretende, além de informar, partilhar afectos e fazer com que cada um se sinta acompanhado nos momentos mais críticos. Daqui sai-se reforçado, não te parece?
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Arnaldo Reis Trindade

Há dedos inquisidores que transformam as hipóteses em verdades absolutas. Quantos presos, de mente sugestionável, depois de acusados e torturados confessaram crimes que não cometeram e pagaram por isso? Quantas pessoas de tanto ouvirem uma suposta verdade a assumem sem distinguirem se é ou não real?

Abraço

sideny disse...

raul
nao podemos nem devemos ter pensamentos negativos isso so nos faz mal .
pensa positivo que logo as coisas comecam a correr melhor.
sabias que quando menos se espera acontece uma boa noticia(um milagre).
bej

sideny disse...

lidia
forca de viver e acreditar que consegimos vencer seja qualquer doenca.
e meio caminho para uma cura,e os tais pensamentos positivos.
pensar que nao conseguimos so leva a agravar a doenca, e as vezes atrai outras ate.
tudo isto claro com ajuda medica
eles proprios dizem doentes com pensamentos positivos tem recuperacoes mais depressa que os outros que pensam negativo.
bej

Arnaldo Reis Trindade disse...

Lidia,

muitos e infelizmente isso acontece desde a antiga Idade Média até hoje na Nova Idade Média onde as pessoas por mais humanas que sejam ainda são tratadas como animais e onde ainda existem homens que se auto-intitulam reis e lideres, que tem guarda-costas e "capangas" como se fossem seus cavaleiros e que ainda oprimem e exploram os mais fracos como se nada estes pudessem fazer pra se defender.
Os mesmo "fracos" que não sabem mais distnguir a verdade da mentira, pois a muita informação sendo processada ao mesmo tempo e pouco desta é realmente verdadeira.
Abraço.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Sidney
Temos que dar força a quem dela precisa porque, como dizes, a mente positiva é fundamental para vencer toda e qualquer doença. O que acontece é que nem sempre conseguimos encontrar essa força e há momentos em que o desânimo poderá ser mais forte. Os amigos são fundamentais para nos fazerem vencer essas crises.
Um abraço apertado

SILÊNCIO CULPADO disse...

Arnaldo Reis Trindade
Meu querido amigo você tem uma consciência muito clara do desiquilíbrio de poderes, esse medir de forças, por vezes obsceno na sua indignidade, perante a natureza humana que deve ser respeitada em condições de equidade.
Abraço

Isabel-F. disse...

Raul e demais colaboradores,

Tenho algo para vós no meu Blog.
Quando puderem passem por lá...

beijinhos e obrigada

Paulo disse...

O Sidadania tem sido contemplado com prémios atribuidos por quem reconhece o nosso trabalho, por quem nos quer bem e por quem se solidariza com a causa da SIDA. Os prémios são no entanto de todos aqueles que ao longo do tempo abraçaram o objectivo a que nos propusemos e que diariamente nos visitam, nos comentam e nos apoiam.
Para mim e para o Raul, infectados pelo VIH, o significado deste blog é parte integrante da nossa terapia e com ele, vamos vencendo batalhas a cada dia que passa. Cumpre-me agradecer o vosso carinho e o vosso apoio. Cumpre-me permanecer por aqui, para fomentar a vossa amizade e a vossa colaboração. Convosco, viver a SIDA traduz-se em viver a vida, com força e coragem para a enfrentar. A todos que constituem este universo o meu profundo bem haja.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Paulo
Fico feliz por te conhecer e contigo aprendo todos os dias. Tanto tu como o Raul são também uma força para quem vos apoia porque a amizade torna-nos mais fortes e é reciproca.
Encontro em ti uma enorme sensibilidade capaz de revolucionar o mundo das emoções e trazer novas esperanças aos mais desesperados.
Por isso te digo, fazes-nos falta, Paulo.

Abraço

Arnaldo Reis Trindade disse...

Lídia,
acho que o fato de viver no país onde por mais que ele pareça belo e de certa forma seja belo, tão belo que ao longo de seus 508 anos de vida tantas guerras houveram entre outros países que queriam e hoje ainda querem controlar parte do meu país, seja algo ótimo, tenho em mente que o desequilibrio que há em toda a extensão do Brasil, todo o preconceito que há no país, toda a injustiça que vemos aqui acaba que abalando nossos corações e a idéia dos que foram abalados por isso é que parece que t udo está em desequilibrio e acabamos não só eu, como milhares de outros, tentando lutar de todas as formas possíveis,mesmo que a única forma seja conversar com a pessoa com problema ou explicar pra pessoa como poderia solucioná-lo, acaba sendo a nossa maior arma. E é com essa arma que venho a qui todos os dias conversar com meus amigos e expôr meus sentimentos aos que vivem pra ajudar os outros e que não são egoístas a ponto de esquecer que até mesmo no momento em que eles estão com um problema eles possam ajudar outros que tem problemas parecidos ou até mesmo os mesmmos.
Abraço.



Paulo,
fez-me chorar com o teu último comentário, espero que continue a ser esse anjo de pessoa que és,abraço.

Joseph disse...

Um grande blogue humanista que congrega pessoas que procuram romper com o egoísmo e a indiferença. É aqui que começa o poder da mente e o início duma corrente que há-de fortalecer e não deixar tresmalhado ninguém que, por qualquer situação, esteja vulnerável à estigmatização.
A mente tem muito poder mas esse poder tem que ser treinado e, para se treinar esse mesmo poder, é preciso estarmos motivados e arranjarmos forças mesmo quando tudo desaba à nossa volta.
O Paulo é um grande ser humano e a sua humildade e capacidade de diálogo tornam-no um ser especial que não esqueço.

Um abraço a todos

Boris disse...

A nossa mente tem poder,
tem força e tem vontade,
é preciso não esquecer
que a fé nos mostra a verdade.

Uma verdade sincera
que não se compra nem se vende
que se encontra nos amigos
e que em nós nunca se rende

antes cresce e se transforma
numa arma poderosa
para encontrar a vida
nesta prática bem gostosa

que é a amizade curtida
entre gente calorosa.

Odele Souza disse...

Lídia,
Um texto excelente este teu.


Raul, Paulo e Lídia,

Para mim, continua a ser um aprendizado constante a visita ao Sidadania. Continua a ser um privilégio o contato com vocês. Leio os textos e os comentários e aprendo muito com isso. Vejo os laços de afeto que se fortalecem com esse contato constante e me alegro. É muito bom ver e sentir que a vida não é feita só de dores, mas também de afetos e amores.

Um beijo.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Arnaldo Reis Trindade
Sempre muito pertinente e com elevada consciência cívica nas suas observações.
Quando encontro pessoas como você eu encho-me de esperança.
Não podemos modificar o mundo mas podemos contribuir para que ele evolua para melhor e juntos somos uma força.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

JOSEPH
Ainda bem que estás sensibilizado para esta causa.Sei bem até onde podes ir quando te envolves mas sei também que és resistente ao envolvimento logo no início. Esperas sempre pelo amadurecimento das ideias. Estou contente com esta evolução.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Bóris
Tu lá vais conseguindo pôr tudo em verso. Vejo que nem o braço partido te tirou a inspiração. Nem tinha que tirar, né?
És impagável e muito bacano, sabias?

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Odele
Tu és também uma lição de vida para mim e uma referência.
Todos nós aprendemos uns com os outros se tivermos sabedoria para perceber que não existe apenas uma verdade mas várias verdades e que há um mundo de emoções e conhecimentos para desbravar. E também de afectos para partilhar.
Abraço

Å®t Øf £övë disse...

Lídia,
Os poderes da mente são realmente inimagináveis, e intermináveis. É verdade que todo o doente deveria ter uma assistência personalizada, mas o que vamos vendo ser desenvolvido na nossa sociedade, é a política de cada vez mais haver cortes a nivel da saúde, o que inviabiliza completamente esse direito a que todo o ser humano deveria ter acesso.
Bjo.