Cérebro "O Computador de Cabelo"


O numero de posts no blog ultimamente tem sido escasso. Não é que haja falta de assunto pois a problemática da Sida das Hepatites Virais dos Cancros e de outras doenças crónicas tem um manancial de temas que não se esgota, pois são tantos os problemas associados que poderia estar a escrever vinte e quatro horas por dia e à semelhança de algumas empresas ainda fazer umas horas extras que teria sempre que escrever.
É que por vezes, todos nós vamos abaixo, muitas vezes sem compreendermos o motivo para que tal aconteça e ocupados em tentarmos resolver os problemas dos outros muitas vezes esquecemo-nos de nós próprios. Talvez seja isso que está acontecendo neste momento mas como a vida não é diferente de um carrossel em que a roda umas vezes está em cima e outras em baixo, não vai demorar muito em que esteja lá no alto olhando tudo á minha volta de novo.
Acho que esta fase começou com o enforcamento de Sadam Hussein e ter visto os vídeos do mesmo, depois foi acentuada pelo referendo do aborto de não deixar a vida acontecer e culminou há dias com um amigo, que não tinha qualquer doença e com quem tinha estado a falar, ter ido para casa jantar, depois dormir e não acordou mais.
Tenho pensado demais naqueles que parecem ter muitos anos de vida e morrem de repente por qualquer causa, nos outros que por doença incurável parecem ter os dias contados e continuam a viver e ainda naqueles que antes de nascerem não lhes foi dada a oportunidade de viver quando tinham todas as condições para que isso acontecesse.
Acho que a solução é fazer um “Reset” ao computador de cabelo (cérebro) e aproveitar enquanto o sistema está operativo (vida) até que o “Shut Down” aconteça e a máquina seja desligada.
Sei que tenho um vírus chamado HIV, mas o sistema continua funcional e diariamente actualizo o antivírus fazendo os downloads necessários, via garganta abaixo com os comprimidos antiretrovirais.
Infelizmente a máquina humana não permite fazer uma formatação para solução de todos os problemas, ou será que a reincarnação existe e constitui essa manobra radical?
Esperemos que sim e que consigamos recuperar ficheiros importantes especialmente sobre erros cometidos por nós nesta vida.Prometo em breve subir de novo no carrossel da vida e fazer com que este velho computador continue operacional.

3 comentários:

Manuela disse...

Ru2x,

Eu acho que, quando formatamos o disco, acontece uma nova vida... mas isso que eu acho não é relevante para a forma como vamos encarando este carrossel. E mesmo que seja, também não interessa nada para agora.

O que interessa mesmo é que atravessemos este mundo vivendo os dias com full power.

E o enforcamento do Hussein, para mim, foi muito triste, não nos glorifica como civilização. O sono "pesado" do seu amigo (ainda que eu não o veja como definitivo) é triste. E quando nos sentimos tristes, é bom que estejamos tristes. Os comprimidos são para engolir; as emoções não!

Viver a 100% (o tal full power) é ser assim verdadeiro(a).

Força para cima!

dianamãe disse...

Amigo sidoso,

Sim, temos mesmo momentos mais baixos...
há quem culmate esta afirmação dizendo: é a vida!

É triste ver certas coisas acontecerem mesmo á nossa frente, e haver outros que nem sequer conseguem acreditar que possa acontecer, baseiam-se em politiquices e cegam por completo.
É o "mal" de sermos todos diferentes.

Se um dia acordamos com a sensação que não sabemos para que serve todo o sofrimento em que estamos mergulhados, outros momentos há em que conseguimos "ver" mais além.

Crescemos na dor.
Dói muito passarmos para o outo lado, para aquele em que estamos libertos no mundo carnal, e passamos a viver no mundo da alma.

Para que servirá um corpo, se não se mexe, se vai apodrecendo com virus e doenças?
Porque é que a alma continua a "trabalhar" empurrando o corpo para a vida?
Acredito que seja para podermos aprender um pouco mais, aprender que nunca poderemos viver felizes estando sózinhos, que nunca poderemos encolher uma mão a um amigo em sofrimento, aprender que andamos aqui uns para os outros.

Até conseguirmos aprender a "ver" para além de sentimentos humanos destruidores como o rancor, o ódio, a raiva, a descrença, a inveja, a discriminação, a ignorância.

Porque quem parte para outro "patamar" leva anos de conhecimento aprendido, sente-se capaz de passar para uma evolução espiritual, largando o corpo hospedeiro.
Quem parte caminha para um mundo melhor... é preciso acreditar.
Não podemos acreditar que este mundo é merecedor de ser apelidado como o MUNDO, quando tantas vezes nos parece o verdadeiro inferno.

Cresci com a crença católica, mas ao longo da vida tenho feito a minha própria religião.

Fica bem!!

A morte custa mais a quem fica, e sente saudades...

:)

Anónimo disse...

A morte só custa a quem fica e acredita nela...